Perguntas Mais Frequentes
Com que idade se deve dar a chupeta ao bebé? São utensílios úteis ou podemos passar sem eles? São perniciosos para as crianças? Os mitos sobre as chupetas são reais?
O uso da chupeta pelos bebés tem vantagens e desvantagens e obriga a algumas atenções.
É necessário tomar alguns cuidados para que o seu uso possa ser seguro e sem perigos e para que se minimizem os potenciais problemas
- CAUSAM ALTERAÇÕES DENTÁRIAS?
-
A chupeta pode trazer alguns problemas no que toca ao desenvolvimento dos maxilares e dentes. Segundo especialistas em medicina dentária, o uso exagerado da chupeta pode relaxar os músculos labiais, sobrecarregando os músculos das bochechas. Uma situação que pode fazer com que as arcadas dentárias se desenvolvam de forma anormal, em sentido anterior, ou seja, para fora. Isto não é, obviamente, regra para todas as crianças. Muitas utilizam a chupeta durante vários anos e nunca chegam a apresentar problemas deste tipo.
O ideal, para que este tipo de situação não se torne irreversível ou difícil de "tratar", é que a criança abandone a chupeta antes do aparecimento da dentição definitiva, por volta dos três anos de idade.
Não há, na verdade, chupetas “ortodônticas”. As chupetas ditas “anatómicas” apenas procuram uma adaptação de forma à anatomia da boca e arcada dentária do bebé, para minimizar eventuais deformações.
Muitos especialistas dizem que o chupar no polegar causa maior deformação na arcada dentária e palato do que o uso de chupetas.
Poderão deformar o palato, projectar os dentes superiores para a frente, empurrar os dentes inferiores para trás ou abrir um espaço entre os incisivos. Estas deformações poderão ser explicação para alterações ou atrasos na linguagem. Estas deformações também podem – por vezes mais frequentemente – ser provocadas pelo chuchar no dedo ou por outros objectos usados para chupar.
São a razão porque as chupetas “anatómicas” apareceram e por continuar a haver estudos para minimizar possíveis problemas.
- CAUSAM OTITES MÉDIAS?
-
Pode, de facto, ser responsável por otites agudas.
Mas, na realidade, estudos bacteriológicos nas chupetas, dirigidos aos principais germens causadores de otites são, em geral, negativos. Podem, no entanto, provocar alterações de pressão entre o ouvido médio e a região de junção naso-faríngea e por isso facilitar algumas otites médias.
Estas razões condicionam alguns cuidados e o seu uso deve ser restringido em crianças que tenham frequentemente otites.
- O HÁBITO DE CHUCHAR E O USO DE CHUPETAS - SIM OU NÃO À CHUPETA? - É PREFERÍVEL CHUCHAR NO DEDO OU NA CHUPETA?
-
As ecografias durante a fase final da gravidez mostram, muitas vezes, que alguns bebés já nessa fase chucham. Como é evidente, este hábito precoce terá continuidade. Por outro lado, a tendência que os bebés têm de levar tudo à boca, incluindo os dedos das mãos e dos pés, mais não é que uma forma de conhecerem o mundo que os rodeia.
Este reflexo instintivo é uma forma que os bebés têm para gerir o seu próprio stress. Ainda que a maioria chuche em determinadas ocasiões, alguns há que não o fazem.
De entre os que chucham, alguns preferem o dedo, outros a chupeta. Chuchar não quer dizer que haja intranquilidade. Muitos bebés que chucham são calmos e não têm stress mas gostam de o fazer porque, sendo uma actividade repetida e rítmica, é relaxante.
As chupetas estimulam o reflexo de sucção e tornam-se um complemento do acto de mamar, tendo substituído o dedo. Funcionam como um estímulo afectivo, e o bebé fica mais seguro e tranquilo.
Contudo, a chupeta não é um substituto da atenção que deve ser prestada aos bebés. Ainda que em momentos de tensão pode ajudar a acalmar o bebé, não há nada como a atenção devida para aliviar stress ou ocasiões em que a criança necessita de consolo.
Não pode ser a resposta que os adultos têm para qualquer ocasião de choro do bebé; há que averiguar a causa do choro e agir em conformidade, seja ele por causa de fome, sentir-se sujo, ter alguma dor ou apenas querer algum carinho.
Na verdade, alguns bebés – poucos – nem sequer sentem a necessidade de sucção que obrigue ao chuchar no polegar ou à chupeta.
Mas, este desejo de sucção, que é natural e fisiológico e está relacionado com a “sobrevivência/alimentação”, muitas vezes acalma o bebé se for satisfeito; caso não tenha uma chupeta, o bebé chupa no que está mais disponível, e será o dedo a satisfazê-lo. Na fase de abandono desta prática, é mais complicado e demorado consegui-lo se o bebé chupa no dedo do que na chupeta.
Será o bebé a escolher que tipo de chupeta prefere, seja quanto ao formato seja quanto ao material (borracha ou silicone). No entanto, o silicone pode trazer alguns problemas quando os dentes começam a aparecer.
Por vezes, mesmo com muito pouca idade as crianças têm a necessidade de sucção e o seu próprio polegar é demasiado pequeno. Nesses casos, mesmo para os pais que não são apologistas de chupetas, dar uma chupeta ao bebé para chuchar é o indicado. Apesar de opiniões contrárias, chupar o dedo é mais nocivo do que chupar a chupeta. O hábito é mais difícil de controlar e de parar, e é esse uso continuado, com o dedo que “está sempre lá”, que pode causar deformações do palato e dos dentes. A chupeta é um elemento que pode ajudar o bebé a estar sereno e a diminuir tensões mas não deve ser usado de forma a “tapar a boca do bebé” de forma regular; isto é não se deve colocar a chupeta na boca do bebé de cada vez que ele se manifesta! Os bebés têm necessidade de se expressar e há que entender isto antes de lhes colocar a chupeta como “um cadeado” ou “rolha”
- VANTAGENS E DESVANTAGENS EM GERAL – CHUPAR NO DEDO OU NA CHUPETA?
-
Chupeta
Vantagens
Existem muitos modelos à disposição, alguns com o formato “anatómico” e consegue-se sempre encontrar o modelo preferido do bebé.
Para a criança é mais fácil de abandonar do que o dedo.
Vantagens da Chupeta como “ajuda do sono”
A chupeta pode permitir a redução global da incidência da síndroma da morte súbita das crianças em 25 a 30% por : O punho da chupeta afasta a roupa da cama do nariz do bebé, deixando passar o ar.
Os movimentos de sucção reforçam os músculos da oro-faringe, colocam a língua mais para a frente e mantêm permeáveis as vias respiratórias.
É um grande conforto para o bebé que está a tentar adormecer.
Desvantagens
Pode ser perigosa se estiver presa à cama ou com uma fita inapropriada Danifica-se com alguma facilidade Caindo ao chão frequentemente pode ser meio de transmissão de bactérias Pode-se perder com facilidade Pode comprometer o aleitamento lançando o bebé numa “confusão de sucção”, sobretudo se o bebé a começar a usar regularmente antes da estabilização do aleitamento materno (até às 4 semanas de vida) A razão para isto está no facto de que para mamar no peito materno, o bebé tem que abrir muito mais a boca do que para chuchar na chupeta e, por outro lado, o cheiro ao látex ou ao silicone pode “confundir” o bebé relativamente ao cheiro da mãe. Se não abrir a boca como deve, vai extrair pouco leite do peito da mãe e pode ficar com fome.
Usada por períodos muito longos ou continuados pode causar deformações nos dentes e no palato
Polegar
Vantagens
Tem existência permanente. Não cai nem se perde.
Desvantagens
Além de – tal como a chupeta – poder deformar os dentes e o palato, se instalado por muito tempo também deforma o dedo. É um hábito muito mais dificil de abandonar.
- A CHUPETA “PERDIDA” DURANTE A NOITE?
-
Alguns pais preferem colocar duas chupetas na cama do bebé durante a noite para que lhe seja mais fácil encontrar uma, “poupando” a deslocação constante de um dos pais para lha dar.
- DEIXAR A CHUPETA?
-
Será que é difícil abandonar a chupeta? Pode-se dizer que, pelo contrário, pode ser muito simples. Se decidir que o abandono da chupeta é para ser feito, por exemplo, aos dois anos, muitas vezes a surpresa estará em ver como foi fácil; se a criança é mais velha e já fala, pode haver uma “conversa séria” sobre o assunto. Se, por exemplo, a família estiver à espera da chegada de um novo bebé, pode a criança aceitar muito bem dar a sua chupeta como presente ao recém-chegado. Nas ocasiões em que este processo é mais difícil, há que procurar deixar a iniciativa à criança, evitando qualquer forma de pressão. O estímulo positivo está totalmente indicado nesta situação.




